Conjuntura Econômica - Janeiro de 2002

1. Opinião

Em Dezembro passado, a sala de videoconferência da FGV/IBRE foi utilizada, pela primeira vez, para um evento internacional. Com o apoio da Conjuntura Econômica, três especialistas comentaram sobre o estado da arte no desenvolvimento profissional na indústria do petróleo.

Com a responsabilidade técnica, operacional e de produção divididas entre duas empresas especializadas, a Videocom do Brasil e a Smartpetro, o sinal desse evento foi levado por satélite a toda a América do Sul. O palestrante inglês, Andrew Alexander, é o gerente da Robertson Petroleum Training Centre, a mais conceituada consultoria internacional do ramo.

Os debatedores brasileiros foram Alberto Machado, Superintenente da ONIP - Organização Nacional da Indústria do Petróleo, e Jean Paul Prates, Sócio-Diretor do Grupo Expetro, o maior grupo nacional de consultoria integrada na área de energia, petróleo e gás. Algumas conclusões interessantes nós queremos registrar.

Os debatedores brasileiros foram Alberto Machado, Superintenente da ONIP - Organização Nacional da Indústria do Petróleo, e Jean Paul Prates, Sócio-Diretor do Grupo Expetro, o maior grupo nacional de consultoria integrada na área de energia, petróleo e gás. Algumas conclusões interessantes nós queremos registrar.

Independentemente da infraestrutura associada ao treinamento, um bom profissional técnico na área de petróleo leva de 7 a 10 anos para ser formado, considerando as especificidades do trabalho que irá realizar e da complexidade geológica de onde estará atuando. Isso mostra que, para um país desenvolver adequadamente sua indústria de energia, principalmente na exploração e produção, é fundamental uma proximidade entre a formação acadêmica que se obtém nas universidades com a atividade cotidiana desempenhada no campo.

Segundo a ONIP, o setor petróleo e gás, no Brasil, deve receber investimentos da ordem de U$ 100 bilhões nos próximos dez anos. Para conduzir todos os projetos associados, em todas as áreas, estima-se que haverá uma grande expansão do mercado de trabalho, tanto para o pessoal de nível superior como de nível médio. Uma pesquisa daquela organização aponta para números próximos a 100.000 postos até 2005.

Não é por outra razão que o I Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento na Indústria do Petróleo e Gás, realizado em Natal-RN ao final do mês de Novembro, teve um sucesso tão retumbante. Cerca de 1000 cientistas e pesquisadores, tanto das Universidades como de empresas, e numa relação dinâmica e próxima com as entidades oficiais como a ONIP, ANP e Finep, discutiram os caminhos que vão permitir ao país continuar cada vez mais líder no desenvolvimento tecnológico nessa indústria.

Como escrevemos no mês passado, a riqueza de um país nasce da tecnologia que desenvolve e não simplesmente da importação de bem embaladas caixas-pretas. Ainda bem que temos todo esse potencial a favor do nosso crescimento.

2. Dois em um

Já que abordamos tecnologia e crescimento, eis dois resultados de um estudo realizado pela FGV/IBRE, que exige reflexão séria:

"Entre 1999 e 2000, o saldo da nossa balança tecnológica foi muito desfavorável, ficando ao redor de U$ 8 bilhões negativos";

"Megaempresas pouco recorreram à importação de tecnologia, ao contrário das pequenas, que têm que enfrentar a alta competição gerada pela abertura da economia".

3. Frase do mês

"O maior problema da política social brasileira é que ela não atinge os mais pobres".
Marcelo Neri, economista e pesquisador da FGV/IBRE.

4. Mundo da publicidade

Atendendo um convite do Sebrae-RS, fizemos parte da comissão de licitação responsável pela escolha da sua nova agência de publicidade. É muito interessante o desafio proposto para continuar-se o reposicionamento de imagem em todo o estado gaúcho, mostrando que o Sebrae pode sempre ajudar em qualquer estágio de um projeto. A peça ao lado ainda faz parte do material antigo.

5. Pílulas e Notas

O anti-marketing

O Banco Real ABN AMRO gastou milhões para promover o 3º Concurso da Maturidade. Os concorrentes deveriam ter mais de 60 anos e milhares de trabalhos foram recebidos. Na festa de premiação, dia 10 de Dezembro, em São Paulo, presentes cerca de 1.000 concorrentes que atenderam o convite dos organizadores. Ali, menos de 100 cadeiras disponíveis, centenas de idosos em pé e nem mesmo um serviço organizado de água. Do microfone saiam alertas aos que "passassem mal", para recorrerem aos postos de atendimento médico. Ao final, reclamações de toda sorte e uma surpresa: um dos vencedores tinha... 22 anos!

Um exemplo ...

Enquanto grandes empresas abusam da paciência, é gratificante verificar que outras fora do eixo Rio - São Paulo têm postura diferente. A Água Mineral Cristalina, do Rio Grande do Norte, após inovar no design de seus garrafões de plástico e no processo operacional e de distribuição, recebeu o certificado internacional de qualidade ISSO 9002. Isso mostra que há lideranças do Nordeste empenhadas em ocupar espaços com seriedade e competência.

Atrás do outro! (marca da SAT)

Outra empresa faz sucesso, lá no Nordeste, e é na distribuição de derivados de petróleo. Em apenas 5 anos, a Satélite, mais reconhecida visualmente pela marca SAT, responde por 6% do mercado nordestino e tem mais de 400 postos revendedores. Em 2001, foi eleita como a melhor empresa de comércio varejista do país. Para o amigo Marcelo Alecrim, que diz que o seu sucesso está no atendimento aos clientes, um prazer especial vai para seu coração corintiano, patrocinando o clube. Para felicidade da torcida do Corinthians de Caicó.

Negócio da China!

Esta nota eu declaro ter tirado da coluna do excepcional Élio Gaspari, e acho que vale a pena conhecer esse lado triste da vida nacional! Quem depositou R$ 100 na poupança, no início do Plano Real, tem hoje R$ 374 e pode comprar quatro pneus novos para seu carro. Mas quem, ao invés disso, devesse à mesma época R$ 100 no cheque especial, hoje tem uma dívida equivalente a R$ 140 mil, dinheiro que permitiria comprar nove carros populares.

Receitas para a crise

Em estudo recente, realizado pela revista Teletime, executivos do setor de telecomunicações sugerirem caminhos para a superação da crise que ronda o setor. Unanimemente, a conclusão foi a de que as empresas terão que cortar na carne para passarem por essa dura fase. Com isso, os investimentos estrangeiros devem cair significativamente no próximo ano. Também foi unânime a reivindicação de regras mais claras de competição, uma redução na carga tributária e uma política industrial para o Brasil. Será que conseguem isso tudo?

Conjuntura Econômica

Você que é leitor desta revista, e orienta sua vida profissional e econômica pelas informações, índices e matérias nela apresentadas, vá se preparando para uma grande surpresa, a partir de 2002. Está em fase final de preparação um programa de teleconferência, ao vivo, produzido pela FGV/IBRE em parceria com a Videocom do Brasil, com o título Conjuntura Econômica. Oportunamente, as informações para recepção de sinal e acompanhamento desse programa serão divulgadas. Isso sim é boa notícia!

A embalagem perfeita

Dica para uma embalagem ideal, segundo especialistas do setor. Deve ser atraente para induzir a compra, amigável para ser bem manuseada, informativa e sugestiva, ter uma impressão com qualidade e permitir reciclagem. O interessante é que, num país tão repleto de talentos criativos, nem sempre vemos atenção a esses quesitos. Assim, queremos lembrar que a embalagem não serve só para proteger o produto, mas é parte integrante de todo o processo de venda e relacionamento.

6. Elogiando

No Brasil, morrem por ano cerca de 1200 crianças em acidentes de carro e, quase na totalidade dos casos, isso poderia ser evitado pelo uso adequado de cintos de segurança ou cadeiras de bebês. Daí, é importante elogiar a iniciativa da General Motors e da ONG Safe Kids Brasil, lançando o programa Criança Segura No Carro. Através de demonstrações práticas em eventos públicos e nas concessionárias da montadora, adultos serão orientados quanto aos melhores procedimentos para cuidar da integridade das crianças.

7. Não deixe de visitar

Sabe quando você está trabalhando com um texto em inglês, e tem aquela palavrinha que falta? Aí você precisa pedir dicionário para alguém, pesquisar e perde um pouco o embalo...Ou pior, e quando a questão é gramatical e precisa de uma solução nem sempre fácil de achar? Nesses momentos, ou até mesmo para testar seus conhecimentos, não deixe de visitar www.dictionary.com.

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