Conjuntura
Econômica
- Novembro de 2002
1.
Opinião
Terminou o campeonato rumo à cadeira presidencial,
e o escolhido pelo povo está em meio a um processo
de transição na avaliação da conjuntura
econômica, social e política do país.
E muita transpiração e inspiração
serão necessárias no futuro próximo!
Um ponto que esteve presente o tempo todo, em palanques, entrevistas
e propaganda política, foi o da necessidade de estimular-se
a produção e o crescimento, com mais exportação,
daí gerando empregos e uma nova dinâmica no fluxo
interno de recursos, bens e serviços
Entre a teoria e a prática, há muito para ser
trilhado. E esta coluna reforça algo que deve ter atenção
máxima do novo governo. Falamos do desenvolvimento
tecnológico, que não pode ser confundido com
importação de máquinas, equipamentos,
instrumentos e outros bens que incorporem chips e programas
de informática.
A Educação foi colocada pelos candidatos como
a mola-mestra do crescimento, permitindo que o trabalhador
brasileiro tenha mais oportunidades na vida. Mas não
podemos esquecer que, na outra ponta da escala de conhecimentos,
temos pesquisadores e cientistas que estão saindo do
Brasil pela pouca possibilidade de desenvolver trabalhos em
suas especialidades. E que ganham destaque no exterior!
O governo que está de saída, de maneira tímida
é certo, ampliou os investimentos em Ciência
e Tecnologia, mas o país ainda tem muito campo para
exportar conhecimento e valor agregado em produtos e serviços.
Mais que da agroindústria e de recursos minerais, a
riqueza das nações sempre nasceu de um diferencial
que não pode ser relegado: a dupla tecnologia e produtividade.
Recente estudo da International Telecommunication Union, a
que tivemos acesso, documentou o nível de 177 países
na capacidade de incorporar a evolução da convergência
de tecnologias como a internet e a telefonia móvel.
Infelizmente, o Brasil está com suas avaliações
bem comprometidas nesse sentido, conforme os dados divulgados.
A média geral do Brasil está em 43° lugar,
atrás de Filipinas (33°), Romênia (37°),
Peru (39°) e República Dominicana (41°), por
exemplo. Uma explicação é a dimensão
do país mas o fato é que, mantida a nossa distância
dos líderes da corrida tecnológica, teremos
mais dificuldades sociais, menor competitividade e crescentes
dispêndios em comércio exterior.
Quando avaliado em cada um dos três grupos de estudo,
o resultado não é melhor. O Brasil está
em 55° na infraestrutura necessária, 157° no
nível de utilização e em 43° na estrutura
e potencial de mercado. Para uns, isso pode não ser
prioritário, mas a verdade é que a integração
de tecnologias nos negócios é fundamental em
ganhos de produtividade e riqueza.
Se ficarmos olhando essa e outras bandas passarem, teremos
perdido uma nova e talvez derradeira oportunidade de crescimento
e melhoria na distribuição de riquezas no Brasil.
Quem se propõe a investir nesse futuro?
2.
Dois em um
O Governo Bush divulgou suas oito diretrizes para a política
externa e de segurança dos EUA. Estes dois itens resumem
o quanto a economia continua sendo base de conflitos mundiais:
"Impedir os inimigos de ameaçar, a nós
e aos nossos amigos, com armas de destruição
em massa";
"Dar início a uma nova era de crescimento global,
por meio de livres mercados e livre comércio".
3.
Frase do mês
"Não cultivar a inveja, porque ela é o
verme que consome as pessoas", um dos segredos de felicidade
e conhecimento de Helio Gracie, 90 anos, criador de uma técnica
de luta imbatível, o jiu-jitsu.
4.
Mundo da publicidade
Freqüentemente, fazemos comentários sobre a vitalidade
e a modernidade que se deve dar às marcas empresariais.
E quando são de grupos internacionais, o processo deve
ser tratado com cuidado para alcançar, com sucesso,
dezenas de países, com povos de diferentes hábitos
e culturas. Em breve a nova marca do Citibank chegará
ao Brasil, após um estágio de implantação
em algumas praças européias.
5.
Pílulas e Notas
Na
Suiça não!
Em recente votação realizada na Suíça,
o povo definiu-se contra a desregulamentação
dos serviços de distribuição de energia
elétrica, defendida pelo governo como oportunidade
de gerar competição entre os fornecedores. Da
mesma forma, não foi aprovado um plano de destinar
recursos adicionais para cobrir necessidades sociais no país
e em outras áreas do mundo. Esses recursos seriam obtidos
pela venda do excesso de ouro que os bancos suíços
estão acumulando em depósitos. Que tal verificar
a origem de tanto ouro, não é mesmo?
O que é ética?
Uma pesquisa da AT Kearney, que reuniu jovens executivos de
21 países, incluindo o Brasil, constatou que apenas
4% deles consideram uma falta grave fazer a maquiagem de resultados
financeiros das empresas. Ainda mais, 68% se preocupam com
a venda de produtos que coloquem em risco a vida humana. Ora,
se mais de 95% não se preocupam com fraudes e, desses,
cerca de 32% não dão atenção à
saúde das pessoas, tem muita coisa de podre e de escândalos
internacionais que podemos esperar para os próximos
anos! Certo?
Mercado em expansão!
Tem sido surpreendente o nível de crescimento do consumo
da comunidade gay. Em âmbito internacional, pesquisas
mostram que seu gasto é muito alto, atraindo a atenção
das empresas que se especializam cada vez mais na criação
e oferta de produtos e serviços. Para se ter uma idéia,
nos Estados Unidos, onde a comunidade tem ao redor de 16 milhões
de pessoas, a média de viagens por ano é 7 vezes
superior à dos demais americanos. Outro exemplo, é
que a comunidade gay, na média, aplica 3 vezes mais
em Bolsa de Valores.
Tecnologia
de Informação
Sem dúvida, os tempos mudam hábitos e tendências
das empresas. No passado, orçamentos em tecnologias
de informação eram concentrados num setor técnico,
que arcava com a necessidade de justificar os investimentos.
Hoje, cerca de metade do orçamento já está
deslocado para a área de negócios, evidenciando
que as ferramentas de TI têm a função
de alavancar resultados e agregar valor aos produtos e serviços.
Mas fica o nosso alerta: não injete recursos em novas
tecnologias se não souber como adaptar os processos
e as pessoas à nova realidade.
Marketing Esportivo
Em um estudo recentemente finalizado, o Datafolha conclui
o Top of Mind 2002, dividido em 35 categorias. Em cada uma
delas, o trabalho identificou as três marcas de maior
lembrança pelo consumidor. Uma constatação
interessante foi a de que o esporte faz parte das ações
de comunicação de marca de, pelo menos, uma
empresa premiada por setor. A pesquisa foi feita com 5.440
pessoas, em 126 municípios e, para quem quiser conhecer
o resultado completo, acesse o site www1.uol.com.br/folha/datafolha.
6. Elogiando
Não podemos deixar de elogiar a iniciativa da
ABA - Associação Brasileira de Anunciantes -
e da Abap - Associação Brasileira de Agências
de Publicidade, ao unirem-se para criar um mutirão
normativo e, com isso, melhorar o relacionamento entre clientes
e fornecedores de serviços de comunicação.
As equipes lideradas pelos amigos Luiz Carlos Dutra e Sérgio
Amado definiram diretrizes que valem a pena ser seguidas.
7.
Não deixe de visitar
Dois sites de empregos merecem destaque por serem focados
em setores fundamentais da economia. Um deles é voltado
a profissionais da área de marketing, vendas e comunicação,
lançado em parceria entre a ADVB e o Banco Nacional
de Empregos (www.bolsadeempregosadvb.org.br).
O outro nasceu de uma parceria que uniu 40 anos de experiência
do Grupo Gelre, no recrutamento profissional, com a expertise
da Smartpetro na área de petróleo e gás.
É o www.smartjob.com.br,
focado em profissões do setor de energia.
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