Conjuntura
Econômica
- Dezembro de 2001
1.
Opinião
Quando chega o final de ano, começam a ser externadas
expectativas que se renovam com coloridos de paz, felicidades,
riquezas e sonhos de uma vida melhor para toda a sociedade.
De nossa parte, queremos entrar nesse bloco e deixar um recado
para a reflexão geral.
De onde vem a riqueza de um país? Qual o segredo para
um país ser mais rico que outro? Como fazer para que
seres humanos não sofram do mal da fome?
A resposta está no desenvolvimento da educação,
ciência e da tecnologia. Por exemplo, alguém
já pensou que um automóvel custa dezenas de
milhares de dólares por tonelada e é composto
por matérias-primas cujos preços individuais
nem de longe se aproximam desse valor? A diferença,
o valor agregado, está no desenvolvimento tecnológico.
Seguindo no exemplo acima, mesmo depois de tantos anos, o
Brasil ainda não detém totalmente a tecnologia
de ponta na indústria automobilística, pois
o que de fato temos são montadoras. Daí, uma
diferença conceitual importante a ser registrada, que
nem sempre é compreendida por nossos governantes, economistas
ou empresários, está entre desenvolver tecnologia
ou poder usar a tecnologia dos outros.
Um caso bem recente está na cessão do uso da
Base de Lançamento de Satélites de Alcântara
a empresas americanas, segundo os padrões impostos
pelos EUA, e com limitações de acesso ao conhecimento
por cientistas brasileiros. Ora, onde está a absorção
de tecnologia, com todas essas restrições a
nós impostas? Vamos nos contentar em só operar
esses sofisticados equipamentos e dizer por aí que
temos a tecnologia?
Depois dessas palavras, vem o meu desejo de que 2002 traga
para o país a oportunidade de tirar as crianças
do trabalho forçado, de que os ganhos de produtividade
e lucratividade sejam melhores distribuídos, minimizando
a fome de um terço da população brasileira
e que, como num rasgo de sabedoria, as empresas possam ter
mais incentivos para seus investimentos em tecnologia.
Tanto elas vão crescer seus resultados e sua competitividade,
como o Brasil vai poder conquistar novos espaços na
constelação dos países desenvolvidos,
melhorando os seus resultados comerciais a partir de sua própria
tecnologia, ao invés de insistir em pagar caro pelas
importadas, a custo de muito ouro, suor e lágrimas.
2.
Dois em um
Sobre o futuro do capitalismo, o estudioso, economista e autor
Lester Thurow deu uma entrevista à revista Marketing,
em que fez dois comentários-chave:
"O
mais importante não é quanto consumo se tem,
mas se ele está contribuindo para a criação
de um mundo melhor";
"A democracia criou a classe média e o capitalismo
opera com maior eficiência quando supre as necessidades
e desejos da classe média".
3.
Frase do mês
"Quase todos os homens conseguem enfrentar adversidades,
mas se quiser testar alguém, basta lhe dar o poder".
Abraham Lincoln, ex-presidente norte-americano.
4.
Mundo da publicidade
No mês passado, fizemos um comentário sobre a
campanha que a Igreja Católica está promovendo
para popularizar a sua revista voltada ao público-cristão,
com mais de 900 mil exemplares por semana. Naquele momento,
comparamos até com uma ação promocional
adotada no Rio de Janeiro, o bum-door.
5.
Pílulas e Notas
Informações
em Marketing
Não deixe de visitar o site www.msi.com.br.
Nele, os profissionais de marketing vão poder obter
sugestões, informações de negócios,
acesso a um banco de dados sobre o mercado e empresas, além
de efetivarem negócios online. Não menos importante
é a literatura técnica recomendada, além
de identificar os canais de relacionamento para negócios.
Pós-graduação vale a pena?
Segundo uma pesquisa do Grupo Catho, feita com 3.500 executivos,
a média de salários de quem tem uma pós-graduação
é quase o dobro de quem não fez. Um outro dado
interessante, a partir de uma análise dos internautas
que geram mais de 17 milhões de visitas por mês
ao site do grupo, é de que, atualmente, 82% dos gerentes
e executivos já têm nível superior completo.
Portanto, não parar de estudar é fundamental!
De quem é a culpa?
Num momento em que a sociedade é cada vez mais vigilante
quanto aos direitos do consumidor, de quem terá sido
a infeliz idéia de alterar dimensões, peso e
outras especificações de produtos de alto consumo?
É mais do que claro que, em algum instante, essa fraude
seria notada! Na minha opinião, em toda a cadeia de
fabricação e distribuição, essa
irresponsabilidade fica bem dividida e não existem
inocentes.
Nova
diretoria
Os parabéns da coluna aos novos diretores do GAP -
Grupo de Atendimento e Planejamento das Agências de
Propaganda do Rio de Janeiro, que assumiram seus cargos em
outubro último. O presidente, nosso amigo Marcio Borges,
está prometendo muitas novidades para movimentar esse
setor que tem uma importância fundamental para a economia
do país. O GAP reúne 40 agências e cerca
de 280 profissionais da área, dos quais 60% pertencem
ao universo feminino.
Difícil acreditar!
Que o Governo Federal estimule o desenvolvimento do setor
de previdência privada, até aí tudo bem.
Vale para as pessoas pouparem para um futuro mais tranqüilo.
Só que a Receita Federal inovou de uma forma curiosa.
Qual a razão de os planos dos bancos privados ou de
seguradoras estarem liberados da cobrança de impostos
aplicada aos planos corporativos? Afinal, os 12% que estes
últimos passam a pagar sobre depósitos ou 20%
sobre os rendimentos, a partir de 2002, vai fazer muita diferença
no bolso dos seus participantes!
Ampro também muda
Na eleição para a diretoria da Ampro - Associação
de Marketing Promocional, a diferença foi de apenas
5% dos votos para a chapa vitoriosa. Vamos torcer para que
as promessas do novo presidente da Ampro, o Luiz Antonio Peixoto,
sejam concretizadas pois, cada vez mais, as verbas dos anunciantes
têm encontrado ótimos resultados nas ações
de cunho promocional.
Bovespa, que tristeza...
Como é que pode uma instituição tão
importante para o país, como a Bolsa de Valores de
São Paulo, estar vivendo um momento tão complicado?
Afinal, aquela que deveria ser uma referência no processo
de gestão e dinamização da economia,
centrada na cidade mais rica do Brasil, está enfrentando
extremas dificuldades, ainda mais depois da multa que recebeu
da Receita Federal: R$ 160 milhões. Esperamos que isso
não venha a ter outros desdobramentos, como perda de
credibilidade e desemprego...
6. Elogiando
Não há dúvida de que as pequenas
e médias empresas formam uma parcela fundamental para
o desenvolvimento econômico de nosso país. E
isso vale também para as pequenas agências de
publicidade. Neste mês, elogiamos a parceria do Sindicato
das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo
com a Global Partners, empresa especializada em gestão
de negócios. Pelo convênio, os associados do
sindicato vão ter consultoria gratuita nas áreas
administrativa e tributária. Que tal o exemplo prosperar
no resto do país?
7.
Não deixe de visitar
Ainda estamos em época de comoção mundial
pelos problemas causados pelo terrorismo e, mais recentemente,
pelo ameaça do uso das armas biológicas. Líderes
empresariais e da área pública ficam ávidos
por informações mais precisas e técnicas,
fugindo do sensacionalismo causado pela grande imprensa. Se
você faz parte desse time, acompanhe os acontecimentos
através do site www.terrorism.com.
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