Tamanho
não é documento
Será
que a boa comunicação deve ser associada a altos
investimentos e se limita apenas a empresas grandes e ricas?
Por razões profissionais, há anos tenho um contato
estreito com a avaliação e aprovação
de ações publicitárias, sejam para fins
institucionais, políticos ou mercadológicos.
Se de um lado é gratificante poder constatar, freqüentemente,
a competência criativa que está à disposição
dos anunciantes, por outro é triste quando nos deparamos
com algumas disfunções indesejáveis no
mercado.
Uma delas é o quanto pequenas e médias empresas
limitam seu crescimento pelo simples fato de não utilizarem
serviços profissionais em suas ações
de comunicação. Folhetos mal finalizados, criação
e linguagens pobres, enfim, há um amadorismo de dar
pena. E, feitas as contas, isso nem representa economia expressiva,
e pode trazer grande prejuízo à imagem do negócio.
Outra questão é que "democracia participativa"
nunca foi e nem será fator de sucesso quando se trata
de publicidade. Submeter uma campanha para vários gerentes
de uma organização opinarem, lembra-me aquela
velha história de que todo brasileiro é médico
e técnico de futebol. Esqueceram de incluir a figura
do publicitário. Uma campanha é um projeto especializado
e complexo, e que requer planejamento e execução
competentes, sem "achismos".
Não menos dramático, nesse contexto, é
quando jovens que desenvolveram boa habilidade em programas
gráficos de computador são estimulados por parentes
a produzir folhetos, páginas de internet, cartazes,
impressos para mala-direta e assim por diante. O mundo vira
um arco-íris, e todas as cores, detalhes e arabescos
aparecem nas peças, como que por inspiração
divina. É fundamental haver um mínimo de preparo
conceitual em comunicação.
E por onde caminha a solução para esse quadro?
Na dúvida, basta o responsável por um negócio
contratar um consultor ou um profissional especializado para
ajudá-lo a selecionar os melhores fornecedores de serviços
de comunicação, em cada caso. E evitar cair
na tentação de achar que comunicação
é moleza e qualquer um consegue gerenciar.
Uma organização deve sempre levar em conta que
sua imagem institucional é o resultado das iniciativas
e ações, de várias formas e características,
que ao longo do tempo marcaram a mente dos seus públicos,
clientes ou consumidores. Ou seja, o segredo está em
dar tratamento consistente aos atributos e valores positivos
associados às marcas em jogo.
No médio e no longo prazo, a formação
favorável de opinião irá se refletir,
diretamente, no processo de compra. Os especialistas concordam
que o bom trabalho na imagem do negócio terá
significativos reflexos nos aspectos mercadológicos,
para qualquer entidade, tenha ou não fins lucrativos.
Cada vez mais, as empresas e organizações buscam
aumentar a rentabilidade dos investimentos em comunicação
institucional, usando uma combinação de estratégias
e táticas, que envolvem desde a publicidade na sua
forma mais tradicional, passando por ações promocionais
e patrocínios, e chegando a diferentes formas integradas
de relacionamento.
Para muitos, é comum eleger-se grandes redes de mídia
como o melhor caminho, quando analisadas pelos critérios
técnicos. No entanto, uma mídia segmentada também
pode ser excelente opção, por garantir que a
mensagem chegue diretamente a um público específico,
em grande parte das vezes altamente formador de opinião.
Mídia alternativa que pode estar orientada por uma
determinada temática, tipo do público ou cobertura
regional.
Assim, quando se tratar da comunicação institucional
e, portanto, de um conceito agregado à marca, é
fundamental conhecer-se sob qual ótica ou critérios
cada segmento da sociedade (enquanto contribuinte ou consumidor)
forma sua opinião e age. Pesquisar é imprescindível,
e quebrar paradigmas também, pois este será
mais um ponto no quesito diferenciação.
E ficam dois recados finais. O primeiro é que uma boa
iniciativa em marketing e comunicação não
depende, necessariamente, da contratação de
mega-agências ou investimentos enormes em mídia,
pois o mercado tem profissionais criativos, interessados,
parceiros e que sabem gerenciar verbas mais modestas sem perda
de qualidade.
O segundo recado é que a gestão desse serviço
especializado, pelo cliente, deve ser baseada numa relação
de ganha-ganha, ou seja, se o cliente quer atingir resultados
positivos para seu negócio, deve entender que o prestador
de serviço também precisa ter uma remuneração
justa e coerente ou, com o tempo, vai acabar demitindo o contratante...
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